Tasca da Luz

terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

Partindo a mobília...

Cheguei atrasado ao jogo. Já não vi em directo o 1º golo do Simão, mas fui a tempo de ver mais uma exibição conseguida na sua maioria pelo Benfica. Entramos bem, dominámos, marcámos, voltámos a marcar e depois parece-me, tentamos descansar a equipa. Mas era cedo demais, os da capital do móvel não se deram como vencidos, e quando abrandamos o ritmo, eles, que até então pareciam perfeitamente descoordenados com as nossas movimentações, começaram a atraver-se e a pressionar até aquele grande momento do Geraldo (formado nas nossas escolas...) com a recepção à meia volta e remate de primeira sem deixar cair a mesma, Obrigou Quim a uma grande defesa para canto. O problema veio na sequência desse mesmo canto, onde tivemos muita dificuldade em aliviar a bola, e o Paços acabou por conseguir com que ela chegasse ao fundo das nossas rendes, num momento em que a defesa do Benfica não ficou nada bem... Estavamos então com 40 e poucos minutos, e até ao intervalo não se viu Benfica.

A 2ª parte começou um pouco como tinha acabado a primeira, com uma grande oportunidade para o Paços, que felizmente acabou por não ser concretizada. Mas acabou por ser bom, serviu para acordar a equipa que tinha entrado ainda adormecida do balneário. A partir desse momento, voltamos a acelerar e dominamos completamente o jogo até ao final, em especial após o Simão ter voltado a marcar, o 2ª da conta pessoal e 3º do Benfica no jogo.

Resumindo, excelente exibição uma vez mais de Karagounis, segurando e distribuindo o jogo ofensivo da equipa com grande acerto e visão. Excelentes passes, muita capacidade de luta (é uma verdadeira força da natureza) e controlo de bola. Simão também em excelente plano como de costume, e a volta aos golos de Nuno Gomes, com uma excelente antecipação ao central paçense. Micoli também em bom plano, demonstrando que esta a voltar à sua forma ideal. Boa entrada de Derlei, que parece estar bem mais entrosado do que nos 1ºs jogos que efectuou de àguia ao peito.

De referir que me pareceu que a equipa, em especial Simão e Katsouranis, estavam perto do final do jogo exaustos, o que não deixa de ser normal uma vez que temos mantido a estrutura pratimente sem alterações desde há muito, criando um maior desgaste nos jogadores mais utilizados. Normal, como disse, mas ao mesmo tempo preocupante, pois estamos numa fase decisiva da época. Esperemos que recuperam rápidamente.

Nota final: Espero ver o David Luiz estrear-se na próxima jornada. Tenho bastante curiosidade em vê-lo a jogar. Não percebo esta indefinição se joga ele ou o Katsouranis recua para central. Mas afinal o jogador serve para o SLB ou não? contratamos o rapaz por 6 meses e estamos com duvidas de o metemos a jogar??? Ou não sabemos o que compramos, ou nem quero pensar...

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007

Em Bucareste a caminho de Paris...

Roménia, Bucareste. O nosso Glorioso levava uma vantagem pouco confortável de 1 golo sem resposta para a capital romena, o que podia vir a ser curto.

Os primeiros 15 minutos de jogo mostraram um Benfica sem medo de ir para cima do adversário, e uns romenos estranhamente pouco pressionantes. Mas foi so até aquecerem. A partir dos 15 minutos, começaram a subir, e nós a deixarmos de conseguir circular a bola, e eis que por volta dos 25 minutos de jogo, uma brecha se abre no centro da nossa defesa, fruto de um grande passe e uma excelente desmarcação de Monteanu que bate sem hipóteses Quim.

O Benfica destabilizou-se com este golo, e andou os 15 minutos seguintes à procura de si mesmo. Os passes de lançamento de ataque não chegavam ao destino, e por seu turno os romenos galvanizaram-se e começaram a acreditar, sem que no entanto tenham criado nesse espaço de tempo grandes oportunidades de golo, apesar da pressão constante.

Faltavam 5 minutos para o intervalo quando finalmente sacudimos a pressão, e criamos grande perigo para a baliza de Lobont. As oportunidades sucederam-se e antevia-se uma 2ª parte com maior intensidade por parte da nossa equipa.

Dito e feito. Assim que se iniciou a etapa complementar, o Benfica assumiu o jogo mostrando que não estava ali para visitar a cidade. Logo nos primeiros minutos, Anderson empata o jogo com uma entrada fulminante na pequena área na cobrança de um canto. Era o prenúncio do fim do Dínamo. Com o golo os romenos claudicaram e deixaram de conseguir ligar a defesa com o ataque passando o SLB a dominar as operações por completo.

As oportunidades de golo foram acontecendo e a reviravolta so não aconteceu mais cedo devido à boa exibição do guarda-redes adversário e à falta de pontaria dos nossos jogadores.

Foi por isso natural o aparecimento do golo da vitória, ainda que novamente de canto desta vez por Katsouranis (Especialista nesta matéria) e novamente a centro de Simão.

O jogo estava acabado, o Dínamo já não acreditava e o Benfica limitou-se a gerir o resultado que lhe carimbaria a passagem para Paris, onde iremos defrontar o PSG na próxima eliminatória da taça UEFA.

Compto geral, sem termos efectuado uma grande partida, cumprimos. Destaque para Simão, Karagounis e ainda para Derlei, que sem ter feito uma grande partida, já deu mostras de melhor entrosamento com os companheiros.

Nota final para a tristeza que são os comentadores desportivos da nossa televisão. Fartaram-se de se enganar nos nomes dos jogadores do Benfica (ainda se fosse nos do Dínamo, ainda se perceberia, mas dos nossos...) e no final, no flash interview a pergunta que lhes surge não é algo do género: "o que achou da exibição da equipa" ou "como viu a inclusão de Derlei no onze" ou ainda "Vai defrontar o PSG, quais são as prespectivas para esse jogo?", mas sim "Foi um castigo a Nuno Gomes por este não marcar golos?". Isto é ridículo, tantas coisas para perguntar, até o facto de termos consolidado a posição portuguesa nas provas da UEFA ao eliminarmos uma equipa romena deixando Portugal mais livre para a manutenção das 3 equipas na champions, mas a única coisa que lhes veio à cabeça é a tentativa de desunião no nosso grupo... enfim é o país que temos, com os comentadores que temos... triste, mas real.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

Encontrei isto e não resisti...

Este rapaz sempre me encheu as medidas... nunca nenhum outro me deu tanto prazer a ver jogar futebol.





E mais este...





Palavras para quê???

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007

Deixem jogar o Mantorras (até certo ponto...)

Como se não bastasse a derrota diante do Varzim, e como uma desgraça nunca vem só, eis que Mantorras protagoniza conjuntamente com Marco Ferreira, algo que julguei impossível de acontecer dentro desde balneário. Agressões verbais da parte de Mantorras para com Marco Ferreira, a propósito de uma oportunidade de golo que o podia ser para qualquer um dos dois.

O certo é que com ou sem razões de queixa, Mantorras não pode reagir assim. Sabemos da sua fome por golos, e do quanto quer ajudar a nossa equipa, mas tudo tem um limite, e para além de insultar Marco Ferreira, quando este lhe endereça um gesto de desculpas, Mantorras rejeita-o liminarmente.

Espero não voltar a ver atitudes dessas no seio do nosso grupo, pois são estas que por vezes fazem desconjuntar um balneário e impedem as grandes conquistas para as quais temos de estar preparados para lutar, todos juntos, em prol do nosso glorioso.

Que desilusão!!!

Desiludido, este é o meu estado de alma depois da eliminação da Taça de Portugal às mãos do Varzim...

Os primeiros 30 minutos de jogo até prometiam, mas depois da infelicidade do Nélson, tudo mudou. A começar no próprio Nélson, que nunca mais encontrou o ritmo e o acerto para desiquilibrar na direita com os seus cruzamentos, que sairam, quase sem excepção, descoordenados com a linha de ataque, fruto de uma ansiedade notória.

O golo de Simão ainda veio dar algum alento, mas o início da segunda parte cedo mostrou que o jogo estava enguiçado para os nossos lados. Fruto de uma exibição cinzenta, e com Beto a atrapalhar bastante o desenvolvimento ofensivo, bem como a cobertura defensiva, o Benfica foi-se perdendo em jogadas inconsequentes, e a partir de certa altura, com o bombear de bola para dentro da área adversária na esperança de bater a defesa contrária através de cabeceamentos.

Enfim, um jogo para recordar, em que os processos de jogo não saíram oleados como tinha vindo a acontecer nas últimas jornadas. Esperemos que seja diferente na próxima quarta-feira.

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007

Marcel emprestado por 6 meses

Há coisas que não me cabem na cabeça, muito sinceramente. Então queremos ou não queremos o Marcel??? Emprestar até Dezembro deste ano, como referem as notícias, é que não se percebe! Das duas uma, ou não queremos o Marcel, e vendê-mo-lo, ou então se achamos que não cabe no plantel deste ano, seja por razões monetárias ou desportivas, emprestamos só por 6 meses, para que possa ser ponderado para o início da próxima época desportiva.

Imaginemos que o Fernando Santos se vai embora, e que outro treinador chega. Trás as suas ideias, e certezas, e resolve que o Marcel, activo da SAD, lhe dava as garantias que ele necessitava para o tipo de futebol que pretendia colocar em prática. Então que se passaria? Como não o podemos ir buscar, pois está emprestado, lá vamos nós tentar ir gastar mais dinheiro para resolver algo que se poderia resolver com a prata da casa...

20º clube mais rico do mundo

Pois é, há muito que em conversas sobre bola com amigos venho dizendo que me agrada a forma como tenho visto crescer o clube naquela que me parece ser a mais acertada direcção, ou seja, crescer não à custa da venda de jogadores, mas sim à custa da venda da nossa grande marca Benfica, quer seja através da venda de camisolas, meias, bandeiras, relógios, ou até vinhos, o que interessa é explorar e tirar rendimentos dela. Esta política de merchandising pode não ser ainda a ideal, mas pelo menos aponta no caminho correcto, sempre que aliada aos bons desempenhos da nossa equipa, que para isso necessita de ter os melhores jogadores possíveis para que possa atrair cada vez mais publico, sócios, e consequentemente patrocínios publicitários ainda maiores, uma vez que estes são feitos em razão do número de pessoas que atinge.

A acompanhar o referido acima, parece-me também que estamos a apostar em gerar mais mercados, prova disso parece ser a contratação de jogadores jovens, tidos como futuras estrelas nos seus países. Estou-me a referir mais em particular aos casos de Kaz Patafta (Austrália) e Yu Dabao (China). Principalmente neste último, devemos apostar mais forte, uma vez que a china é um mercado poderosíssimo e em larga espansão. Esta é uma boa forma de gerar público, simpatizantes, quem sabe passar a vender os direitos de transmissões tb para a China, e num medio prazo vender também lá os nossos produtos.

O principal porem, reside em ultima análise ao sucesso desportivo, de preferência acompanhado de boas exibições. Assim se ganham audiências, só que para isso, lá está, é necessário manter os grandes jogadores por mais tempo, ao mesmo tempo que se contratam outros para aumentar a qualidade. Os jogadores que podemos vender nunca podem ser as estrelas, ou os pilares da equipa. Jogadores como Simão, Luisão, Léo, Nuno Gomes, Petit, Rui Costa, Karagunis, Katsouranis, Nélson, etc. não são vendáveis, e para não o serem, têm de ser bem remunerados, sendo que para isso, temos de expandir as receitas, para podermos, não só mantê-los, como também contratar mais e melhores, para aspirarmos cada vez a mais e melhores vitórias.